A Beleza da Bíblia Sagrada

por falecom

Entre os inúmeros textos bíblicos que carrego no coração, há um trecho no livro dos Salmos que ocupa um lugar especial. É uma daquelas porções que não apenas se lê, mas se vive. Uma dessas passagens que parece falar diretamente com a alma, independentemente do momento ou da circunstância em que você se encontra.

96Tenho visto que toda perfeição tem seu limite; mas o teu mandamento é ilimitado.
97Quanto amo a tua lei! É a minha meditação, todo o dia!
98Os teus mandamentos me fazem mais sábio que os meus inimigos; porque, aqueles, eu os tenho sempre comigo.
99Compreendo mais do que todos os meus mestres, porque medito nos teus testemunhos.
100Sou mais prudente que os idosos, porque guardo os teus preceitos.
101De todo mau caminho desvio os pés, para observar a tua palavra.
102Não me aparto dos teus juízos, pois tu me ensinas.

A Bíblia é um dos livros mais extraordinários que a humanidade já conheceu, e sua beleza vai muito além das palavras impressas em suas páginas. Ela é, ao mesmo tempo, literatura, história, poesia, filosofia e espiritualidade reunidas em um único volume que atravessou milhares de anos sem perder sua força.

Há uma beleza estética inegável nos seus textos. Os Salmos, por exemplo, são poesia pura, capaz de expressar o mais profundo desespero humano e a alegria mais transbordante com uma elegância que poucos escritos conseguem alcançar. O livro de Jó é uma obra dramática de tirar o fôlego. O Cântico dos Cânticos celebra o amor com uma delicadeza e uma intensidade que surpreendem até os leitores mais céticos.

Mas a beleza da Bíblia também está na sua profundidade. É um livro que você pode ler por toda a sua vida e ainda encontrar algo novo, uma nuance que passou despercebida, uma conexão entre passagens que de repente faz tudo se encaixar de um jeito diferente. A Bíblia tem essa capacidade rara de crescer junto com o leitor, de se revelar em camadas conforme a maturidade e a experiência de vida avançam.

Há também uma beleza na sua humanidade. A Bíblia não esconde as fraquezas dos seus personagens. Reis que falham, profetas que duvidam, discípulos que fogem. Essa honestidade crua sobre a condição humana é o que faz seus relatos tão universais e tão atemporais.

E por fim, para quem a lê do jeito certo, há uma beleza ainda mais profunda: a sensação de que por trás de todas aquelas palavras existe uma voz que conhece cada leitor pelo nome e que fala diretamente ao coração daquele que está disposto a ouvir.

ALGUMAS CURIOSIDADES

Dessa forma compreendemos que a Bíblia Sagrada, não é um livro comum. Decididamente, não é um livro como outros livros. A Confissão de Fé de Westminster abre seus estudos com um capítulo inteiro dedicado as Sagradas Escrituras, ela afirma na sua primeira sessão:

Ainda que a luz da natureza e as obras da criação e da providência manifestam de tal modo a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, que os homens ficam inescusáveis, contudo não são suficientes para dar aquele conhecimento de Deus e de sua vontade, necessário à salvação; por isso foi o Senhor servido, em diversos tempos e diferentes modos, revelar-se e declarar à sua Igreja aquela sua vontade; e depois, para melhor preservação e propagação da verdade, para o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de Satanás e do mundo, foi igualmente servido fazê-la escrever toda. Isso torna indispensável a Escritura Sagrada, tendo cessado aqueles antigos modos de revelar Deus a sua vontade ao seu povo.

Confissão de Fé de Westminster – cp1


Aqui você contempla o famoso gráfico criado por Chris Harrison que ilustra 63.779 conexões entre o Antigo e Novo Testamento, com arcos coloridos mostrando a relação entre capítulos, sendo o Salmo 119 um dos pontos de maior densidade!

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