JEFERSON – Teologia Reformada
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PESSOAS COMUNS

por Rev. Jeferson A. Pereira junho 20, 2026

Essa semana estava lendo alguns artigos e me deparei com esse sobre “Pessoas comuns”. O original está em espanhol, mas eu traduzi com alguns ajustes. Espero que edifique sua vida!

É surpreendente descobrir que dois dos renomados “Pilares” (Gálatas 2:9) da igreja, Pedro e João, eram “homens sem letras e do povo”, ou “ἄνθρωποι ἀγράμματοί εἰσιν καὶ ἰδιῶται” (Atos 4:13). A palavra que mais frequentemente é traduzida como “sem educação”, “ignorante” ou “sem instrução” (ἀγράμματοί) significa literalmente “sem letras”, ou seja, analfabeto. A palavra para “comum”, “sem preparo” ou “vulgo” (ἰδιῶται) carrega a ideia de “não profissional”. Neste contexto, refere-se a pessoas que não faziam parte do conselho de líderes religiosos judeus. Tyndale traduziu como “leigos”. Sabemos que quatro dos doze apóstolos eram pescadores, um era um revolucionário político, um era cobrador de impostos e um era ladrão. As Escrituras não fornecem informações sobre os outros cinco. Todos foram escolhidos depois que Jesus passou a noite inteira orando (Lucas 6:12). Deus escolheu “homens sem letras e do povo” por uma razão.

Neste trecho, Pedro e João haviam sido presos pelos líderes religiosos por pregarem sobre a ressurreição de Jesus, depois de terem curado um mendigo coxo na entrada do templo. No dia seguinte, foram interrogados pelo sumo sacerdote, pelos anciãos e pelos escribas sobre o milagre. A resposta de Pedro levou os líderes a concluírem que ele era um homem “sem letras” e “do povo”, o que criava um contraste claro com a linhagem religiosa deles. Se Pedro e João eram, estritamente falando, analfabetos, isso ainda é debatido, mas é evidente que não eram vistos em sua cultura como pessoas cultas ou pertencentes à elite. (Segundo o estudioso judeu Meir Bar-Ilan, a taxa de alfabetização na Palestina do primeiro século era de apenas cerca de 3%. “O povo do vulgo” estaria entre os 97% restantes.)

O apóstolo Paulo, “nascido fora de tempo” (1 Coríntios 15:8), foi claramente uma exceção à regra dos pescadores “sem letras”. Paulo era um homem altamente capacitado no conhecimento da Torá (Gálatas 1:14). No entanto, é interessante notar que o entendimento que Paulo tinha da Torá, antes de sua conversão, não o levou a reconhecer Jesus como o Messias. Pelo contrário, sua grande sabedoria o levou a perseguir Jesus e, por extensão, o corpo de Cristo, a igreja. Na verdade, uma tragédia marcante nos evangelhos é que a grande maioria da elite religiosa judaica nunca reconheceu Jesus como o Messias, apesar de Ele ser o cumprimento de toda a sua devoção e estudo reverente da Torá. “Examinai as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam” (João 5:39). É claro que o apóstolo Paulo soube usar sua educação como ferramenta para alcançar seus irmãos judeus, “porque com grande veemência refutava publicamente aos judeus, demonstrando pelas Escrituras que Jesus era o Cristo” (Atos 18:28), e para apresentar com clareza o evangelho tanto aos judeus quanto aos gentios.

Pedro e João não possuíam nenhuma credencial acadêmica religiosa. Eram homens comuns. Esse é o ponto. Deus não precisava de credenciais acadêmicas; tudo o que Ele precisava eram pessoas dispostas a segui-Lo. Deus qualificaria os “não qualificados”. Deus decidiu usar um grupo de pessoas que não pertenciam à estrutura religiosa organizada para serem Seus principais discípulos. Esse modelo de Deus usar “pessoas do vulgo” é comum. Paulo o expressa claramente em sua carta aos Coríntios:

“Porque, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres; mas Deus escolheu as coisas loucas do mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas do mundo para confundir as fortes; e Deus escolheu as coisas vis do mundo, e as desprezadas, e as que não são, para aniquilar as que são.” (1 Coríntios 1:26-28)

A segunda parte de Atos 4:13 diz: “e reconheceram que eles haviam estado com Jesus”. Os líderes religiosos perceberam que Pedro e João eram homens “sem letras”, mas também notaram que “haviam estado com Jesus”. Essa segunda frase responde à pergunta sobre as “credenciais” cristãs para servir ao Mestre. Em termos simples, a qualificação dos discípulos estava enraizada na intimidade com Jesus, e não no estudo meticuloso da Torá, do Talmud ou da Halachá. Jesus não enviou os apóstolos a uma yeshivá religiosa. Ele pediu que O seguissem.

A condição de Pedro e João como “homens do povo” e “sem letras” deveria ser uma mensagem importante para a igreja atual. Primeiro, é uma grande palavra de encorajamento para aqueles que acreditam que Deus não pode usá-los por causa de suas deficiências pessoais. A falta de formação formal, dificuldade de fala, aparência, falta de confiança, falta de eloquência, sotaque, condição social, entre outros, não são impedimentos no Reino! A falta de qualificações humanas pode, na verdade, ser nosso maior recurso. Quando não temos educação, nome ou aparência especiais, somos obrigados a confiar completamente em Jesus, que se torna nosso qualificador instantâneo e mais poderoso. Qualquer homem ou mulher que tenha passado tempo suficiente a sós com Jesus terá um impacto infinitamente maior em uma congregação (ou entre os incrédulos) do que a pessoa que sobe ao púlpito sem nada além de um doutorado, carisma e conhecimento de grego clássico. A igreja precisa de homens e mulheres que tenham estado com Jesus! Em última análise, Jesus é a escola. Ele é a educação.

Em segundo lugar, a condição de “sem letras” de Pedro deveria ser uma forte palavra de advertência para as igrejas que frequentemente excluem da liderança as pessoas “sem letras” e “sem formação”. Uma porcentagem significativa das igrejas nos Estados Unidos excluiria Pedro e João da liderança por causa da falta de educação formal. Que prejuízo para o Reino quando criamos barreiras para o serviço! Quantos homens e mulheres foram ungidos pelo Espírito Santo para edificar o corpo de Cristo, mas foram impedidos por não terem conhecimento de grego, hebraico, história da igreja ou teologia sistemática?

Depois de oito anos de estudos universitários, eu pensava que tinha muito a oferecer ao corpo de Cristo. Meu primeiro cargo pastoral foi em uma igreja rural na Carolina do Norte. Eu estava ansioso para usar as ferramentas que havia adquirido ao longo de muitos anos de estudo. A maioria dos membros da igreja trabalhava na agricultura, na indústria têxtil, no transporte ou na produção. Alguns meses depois, conheci um ex-fazendeiro e caminhoneiro chamado Ralph Campbell. Não tenho certeza se Ralph chegou a frequentar o ensino médio, mas ele conhecia Jesus de uma forma que eu nunca havia visto antes. Essa intimidade com Cristo gerava um poder e uma convicção que raramente se encontram no púlpito da elite. Imediatamente compreendi que essas eram “credenciais” que só podiam ser dadas às pessoas que haviam passado tempo com Jesus (Atos 4:13). Essas credenciais não são concedidas por uma academia, mas pelo próprio Espírito Santo. São pessoas que Deus usa para transformar o coração dos homens.

Não se trata de desmerecer a educação religiosa. Deus concede sabedoria por meio do dom do ensino e da pregação, e a universidade e o seminário certamente são veículos para o crescimento e ao alcance da maturidade espiritual. Como foi mencionado anteriormente, Paulo fazia parte da “instituição religiosa” e sua apresentação do evangelho foi incomparável. Ao mesmo tempo, devemos lembrar que Deus frequentemente escolhe os “não qualificados”, os “não capacitados” e os “ninguéns” do mundo. Deus costuma trabalhar fora de nossas estruturas religiosas organizadas. Os “sem letras” são menos propensos a confiar em seu “kit de ferramentas” do seminário. Eles tendem a dar a glória a Deus quando as pessoas se maravilham com a forma como Jesus usou um vaso tão “fraco”.

A igreja não deve desprezar a função da educação formal, mas deve reconhecer que a educação formal não é, por si só, uma credencial espiritual. O chamado de Deus é que nos qualifica, e é o Espírito Santo quem nos ensina (João 14:26). Deus não chama apenas os Paulos deste mundo, mas também os Pedros, Tiago e João. A qualificação suprema é a voz de Deus, Seu toque, Seu poder e Sua vida.

Escrito por: “Sky Cline” publicado em ev.bible.com

junho 20, 2026 0 comentários
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FINAL DE SEMANA COM O REINO

por Rev. Jeferson A. Pereira maio 19, 2026

Nesse fim de semana, tive o privilégio de servir ao Senhor, compartilhando das Sagradas Escrituras na Igreja Bíblica, na cidade de Araçatuba, no interior de São Paulo. Como maio é, por tradição, o mês da família, vi em meu coração a coragem necessária para pregar sobre Efésios 6:1-4 nas duas noites e, no domingo pela manhã, na escola bíblica dominical, introduzir a igreja à obra magnífica do Pastor Renato Vargens, “Pais Fracassados”, um livro que tem tocado famílias inteiras Brasil afora.

Entre as muitas bênçãos recebidas, muitos jovens de outras igrejas compareceram, e pessoas especiais cruzaram o nosso caminho de maneiras que não esperávamos. O Senhor, em sua bondade inesgotável, sempre sabe como surpreender aqueles que saem para servir. Como disse o salmista: “O Senhor te guardará de todo o mal; ele guardará a tua alma” (Salmos 121:7). E, de fato, fomos guardados e sustentados a cada passo.

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maio 19, 2026 0 comentários
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| VIDA COTIDIANA |

FELIZ DIA DAS MÃES!

por Rev. Jeferson A. Pereira maio 6, 2026

PRIMEIRO DIA DAS MÃES, VERDADEIRAMENTE SEM MINHA MÃE!

Em setembro de 2025, minha mãe partiu para os braços do Senhor. Após anos carregando o peso do sofrimento com uma força que só ela sabia ter, chegou o momento em que Deus, em Sua misericórdia, a chamou para Si. Hoje, tenho a certeza e o consolo de que ela descansa, livre de toda dor, livre de toda enfermidade, plena como nunca mais pôde ser aqui.

Obviamente, não posso ser hipócrita, fingindo que nada sinto, que sou forte como uma rocha diante de mais uma perda, entre tantas que os últimos anos me trouxeram.

Sou pastor presbiteriano, e uma das minhas muitas funções é oferecer consolo diante das perdas que a morte inevitavelmente impõe. Nem todos carregam a esperança daqueles que nasceram de novo pela fé no Senhor Jesus. Por isso, como ministro do evangelho, reconheço que tenho duas, quem sabe três, oportunidades preciosas: aniversários, funerais e casamentos. Em qualquer uma dessas ocasiões, um bom pastor pode pregar o evangelho de modo a convidar os presentes a entregarem a vida ao Senhor Jesus Cristo. No aniversário, celebramos a vida e as conquistas de quem festeja. No funeral, honramos o legado de uma vida que se encerra, mas que deixa lembranças e ensinamentos vivos em todos que ficam. No casamento, lembro aos convidados que a própria Bíblia compara a Igreja do Senhor a uma noiva, e Cristo ao noivo que vem para buscá-la.

Mesmo assim, quando se trata dos meus pais, e agora, especialmente da minha mãe, me vejo como alguém que distribui esperança para todos, mas não guardou nenhuma para si.

E é exatamente por isso que sou o que sou: um simples pastor. Um pastor que vive pela fé, e não pelo que vê ou sente. Porque se eu vivesse pelo que sinto… olha, sinceramente: sinto muito. E isso é verdade. Sinto muito, e sinto muitas coisas ao mesmo tempo. Sinto a falta da minha mãe. Sinto falta de ouvir sua voz no telefone. Tenho inúmeras mensagens de áudio gravadas por ela, e ainda não sei ao certo se escutá-las me faz bem ou me faz mal. Mas as tenho. Tenho também uma série de bilhetinhos que ela escreveu ao longo da minha vida. Tenho artesanatos que ela fez com as próprias mãos. Tenho alguns dos seus pratos. E tenho, claro, muitas fotos e lembranças que ninguém me tira.

Não escrevo isso para despertar sua pena. Escrevo porque quero que você aproveite o tempo que ainda tem. Minha mãe ficou muito teimosa nos seus últimos anos de vida. Nos tirava do sério com facilidade, nos fazia perder a paciência mais rápido do que gostaríamos de admitir. Mas hoje, sem mamãe aqui, até dos seus defeitos sinto falta. Por isso, abrace a sua mãe. Beije-a. Abrace seu pai. Ligue para ele se estiver longe. Diga “eu te amo”. Diga “me perdoa”. Diga enquanto eles ainda têm vida, porque depois você vai querer ter dito, e não vai conseguir.

Este texto não é para minha mãe. Onde ela está, a Bíblia Sagrada nos garante que ela já não pode me ver ou me ouvir daqui. Este texto é para você, que ainda tem a chance de desfrutar da presença da sua mãe, do seu pai, de quem você ama. Aproveite. O tempo não espera, e as despedidas chegam sempre antes do que imaginamos.

maio 6, 2026 0 comentários
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| TEOLOGIA || TEOLOGIA SISTEMÁTICA |

UMA SEMANA NA COMPANHIA DA PROVIDÊNCIA

por Rev. Jeferson A. Pereira abril 17, 2026
Há semanas que passam muito rápido e há semanas que ficam. A semana que se encerrou hoje, 17 de abril, pertence definitivamente à segunda categoria… Vou tentar explicar.
Desde a última segunda-feira, dia 13, estive percorrendo os corredores do Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper (CPAJ) para mais um módulo intensivo do MDiv. De verdade, chegar até lá nunca é simples. A viagem, com seus percalços habituais, cobra um preço que o corpo (desse idoso?) sente antes mesmo que a mente possa se preparar para o que está por vir. Mas, como tantas vezes acontece no caminho da formação teológica, o que parecia difícil serviu apenas de moldura para o que se revelaria uma semana extraordinariamente rica, para glória de Deus.
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abril 17, 2026 0 comentários
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| COMO FAZER MELHOR |

Uma Leitura Canônica das Escrituras

por Rev. Jeferson A. Pereira março 27, 2026

Quase todo mundo quer ler melhor. E o curioso é que até quem não tem o hábito da leitura carrega esse desejo em algum lugar escondido. Aquela vontade meio envergonhada de gostar de algo que ainda é um desafio. Ler de verdade, ler com gosto.

Mas o desafio vai além de simplesmente gostar de ler. Existe uma questão mais sutil, e talvez mais honesta, que poucos falam abertamente: a importância de escolher o que vai ler.

Na época do seminário, essa tensão era quase palpável. Circulava entre os corredores uma frase dita em voz baixa, com um sorriso de cumplicidade entre os alunos: “hoje leio o que me mandam, um dia lerei o que quero…” Havia nessas palavras uma resignação gentil, mas também uma esperança viva, a de que chegaria o tempo das leituras escolhidas com o coração, não apenas cumpridas com a cabeça.

E esse tempo chega. Para muitos, ele já chegou.

A questão é o que fazemos com essa liberdade quando ela aparece. Se corremos para o que alimenta de verdade, ou se ficamos apenas circulando entre títulos que impressionam, mas não transformam.

Deus nos chamou para uma fé viva, e a leitura que nos aproxima dele deveria ter esse mesmo sabor — de algo que não apenas informa, mas que acende. Como aconteceu com os discípulos no caminho de Emaús, que sentiram o coração arder sem nem entender direito por quê.
Talvez seja esse o critério mais honesto para escolher um livro: ele faz arder algo em você?

Você lê a Bíblia?

A Bíblia Sagrada já foi o livro mais vendido, o mais perseguido, o mais atacado. Mas, ao que parece, o menos compreendido. Atribuir à Bíblia erros e contradições é uma estratégia utilizada por seus inimigos desde a sua formação e aparecimento nos primórdios dos tempos. Logo, fazer uma leitura correta (canônica) é o caminho mais nobre que algum leitor possa traçar.

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março 27, 2026 0 comentários
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| TEOLOGIA || TEOLOGIA SISTEMÁTICA |

A importância de Jesus Cristo

por Rev. Jeferson A. Pereira março 27, 2026

Soli Deo gloria. A história da humanidade não se explica sem uma pergunta central, aquela que ressoa desde os primeiros capítulos do Gênesis até as últimas páginas do Apocalipse: quem é Jesus Cristo, e o que ele tem a ver comigo?

A teologia reformada não hesita em responder. Ele não é apenas um bom mestre, um exemplo moral ou uma figura histórica admirável. Ele é o Verbo eterno que se fez carne, o Filho de Deus que entrou no tempo para resgatar o que estava perdido. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade.” (João 1:14)

Todo ser humano nascido nesta terra carrega consigo o peso de uma natureza corrompida. A doutrina reformada da depravação total não diz que o homem é tão mau quanto poderia ser, mas que nenhuma parte de sua existência escapou ao efeito da Queda. A mente, a vontade, as emoções — tudo inclina-se para longe de Deus. E é exatamente nesse ponto que Cristo se torna não apenas relevante, mas absolutamente necessário.

O homem nunca chega ao verdadeiro autoconhecimento sem antes ter contemplado o rosto de Deus e, a partir daí, descido a examinar a si mesmo.
João Calvino

A Cruz não foi um acidente da história. Foi o plano eterno de um Deus soberano que, em sua graça imerecida, decidiu salvar para si um povo. “Nisto está o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.” (1 João 4:10). Cristo não veio apenas para tornar a salvação possível — ele veio para efetuá-la. Sua vida perfeita foi vivida em nosso lugar. Sua morte foi o pagamento de uma dívida que jamais poderíamos quitar.

CRISTO É SUFICIENTE. CRISTO É NECESSÁRIO.

Não há neutralidade diante de Jesus. Cada homem e cada mulher que respira neste mundo está, neste exato momento, em um de dois estados: ou debaixo da ira santa de um Deus justo, ou debaixo da graça de um Deus misericordioso que justificou o ímpio por meio de seu Filho. “Não há outro nome debaixo do céu, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” (Atos 4:12). Essa é uma afirmação que não admite confortável indiferença.

A pergunta, então, não é teórica. Ela é pessoal, urgente e eterna. Você pode conhecer todos os credos, memorizar os catecismos e dominar a teologia sistemática — e ainda assim nunca ter curvado o joelho diante daquele que morreu e ressuscitou. A teologia reformada, em sua melhor expressão, nunca foi apenas um sistema intelectual. Ela é um convite ao arrependimento, à fé e à vida escondida em Cristo.

março 27, 2026 0 comentários
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Sobre começos difíceis

por Rev. Jeferson A. Pereira março 25, 2026
3m leia

O Pastor Jonas Madureira apresenta uma reflexão provocadora sobre algo que ele enxerga como um problema estrutural na vida espiritual de muitos cristãos: a ignorância bíblica que se esconde por trás de uma justificativa aparentemente inofensiva, a simplicidade.

Segundo ele, há uma confusão deliberada e em certo sentido até estratégica entre ser simples e ser ignorante. A simplicidade verdadeira, no entendimento do pastor, é uma virtude de caráter. Ela tem a ver com humildade, com ausência de arrogância, com uma postura honesta diante de Deus e das pessoas. O que não tem nada a ver com simplicidade é a preguiça intelectual disfarçada de modéstia, aquele discurso de que “a Bíblia é muito difícil” ou “isso é coisa de teólogo” usado como escudo para evitar o esforço do estudo.

Jonas Madureira argumenta que o domínio das Escrituras e uma vida de oração consistente não são conquistas fáceis. Elas exigem disciplina, persistência e, principalmente, a disposição de lutar contra a própria resistência interna, aquela voz que prefere o conforto da superficialidade à profundidade que o crescimento espiritual demanda. Ele usa a imagem de uma batalha, não contra inimigos externos, mas contra a acomodação que cada um carrega dentro de si.

Há também uma palavra direta aos líderes religiosos. O pastor os desafia a não se tornarem cúmplices da estagnação espiritual de suas congregações ao aceitarem sem questionar as desculpas de quem evita o estudo. Quando um líder valida a preguiça com frases como “não precisa complicar tanto”, ele pode estar, sem perceber, colaborando com aquilo que o próprio Jonas chama de uma estratégia de alienação espiritual.

No fim, a mensagem central é que a busca pelo conhecimento divino é apresentada como um caminho de sacrifício contínuo, mas um sacrifício que vale a pena. Não porque sofrimento seja um fim em si mesmo, mas porque é justamente através desse esforço que a fé se aprofunda, a mente se renova e o crente se torna menos vulnerável ao engano.

março 25, 2026 0 comentários
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Estamos em guerra!

por Rev. Jeferson A. Pereira março 20, 2026
A guerra no Oriente Médio em 2026, envolvendo Irã, EUA e Israel, registra mais de 1.160 mortos, com o Líbano relatando mais de 1.000 mortos até meados de março. Relatos indicam 555 mortos no Irã e ataques em múltiplos países. A estimativa de mortes já supera 1.858, incluindo civis e militares, segundo fontes recentes. 
 

Números Principais da Guerra no Oriente Médio (Março 2026):

  • Mortes Totais Estimadas: Passam de 1.160 a mais de 1.858.
  • Líbano: Mais de 1.000 mortos.
  • Irã: 555 mortos.
  • Locais Atingidos: Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Iraque, Líbano e Irã.
(mais…)
março 20, 2026 0 comentários
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