Essa semana estava lendo alguns artigos e me deparei com esse sobre “Pessoas comuns”. O original está em espanhol, mas eu traduzi com alguns ajustes. Espero que edifique sua vida!
É surpreendente descobrir que dois dos renomados “Pilares” (Gálatas 2:9) da igreja, Pedro e João, eram “homens sem letras e do povo”, ou “ἄνθρωποι ἀγράμματοί εἰσιν καὶ ἰδιῶται” (Atos 4:13). A palavra que mais frequentemente é traduzida como “sem educação”, “ignorante” ou “sem instrução” (ἀγράμματοί) significa literalmente “sem letras”, ou seja, analfabeto. A palavra para “comum”, “sem preparo” ou “vulgo” (ἰδιῶται) carrega a ideia de “não profissional”. Neste contexto, refere-se a pessoas que não faziam parte do conselho de líderes religiosos judeus. Tyndale traduziu como “leigos”. Sabemos que quatro dos doze apóstolos eram pescadores, um era um revolucionário político, um era cobrador de impostos e um era ladrão. As Escrituras não fornecem informações sobre os outros cinco. Todos foram escolhidos depois que Jesus passou a noite inteira orando (Lucas 6:12). Deus escolheu “homens sem letras e do povo” por uma razão.
Neste trecho, Pedro e João haviam sido presos pelos líderes religiosos por pregarem sobre a ressurreição de Jesus, depois de terem curado um mendigo coxo na entrada do templo. No dia seguinte, foram interrogados pelo sumo sacerdote, pelos anciãos e pelos escribas sobre o milagre. A resposta de Pedro levou os líderes a concluírem que ele era um homem “sem letras” e “do povo”, o que criava um contraste claro com a linhagem religiosa deles. Se Pedro e João eram, estritamente falando, analfabetos, isso ainda é debatido, mas é evidente que não eram vistos em sua cultura como pessoas cultas ou pertencentes à elite. (Segundo o estudioso judeu Meir Bar-Ilan, a taxa de alfabetização na Palestina do primeiro século era de apenas cerca de 3%. “O povo do vulgo” estaria entre os 97% restantes.)
