Quase todo mundo quer ler melhor. E o curioso é que até quem não tem o hábito da leitura carrega esse desejo em algum lugar escondido. Aquela vontade meio envergonhada de gostar de algo que ainda é um desafio. Ler de verdade, ler com gosto.
Mas o desafio vai além de simplesmente gostar de ler. Existe uma questão mais sutil, e talvez mais honesta, que poucos falam abertamente: a importância de escolher o que vai ler.
Na época do seminário, essa tensão era quase palpável. Circulava entre os corredores uma frase dita em voz baixa, com um sorriso de cumplicidade entre os alunos: “hoje leio o que me mandam, um dia lerei o que quero…” Havia nessas palavras uma resignação gentil, mas também uma esperança viva, a de que chegaria o tempo das leituras escolhidas com o coração, não apenas cumpridas com a cabeça.
E esse tempo chega. Para muitos, ele já chegou.
A questão é o que fazemos com essa liberdade quando ela aparece. Se corremos para o que alimenta de verdade, ou se ficamos apenas circulando entre títulos que impressionam, mas não transformam.
Deus nos chamou para uma fé viva, e a leitura que nos aproxima dele deveria ter esse mesmo sabor — de algo que não apenas informa, mas que acende. Como aconteceu com os discípulos no caminho de Emaús, que sentiram o coração arder sem nem entender direito por quê.
Talvez seja esse o critério mais honesto para escolher um livro: ele faz arder algo em você?
Você lê a Bíblia?
A Bíblia Sagrada já foi o livro mais vendido, o mais perseguido, o mais atacado. Mas, ao que parece, o menos compreendido. Atribuir à Bíblia erros e contradições é uma estratégia utilizada por seus inimigos desde a sua formação e aparecimento nos primórdios dos tempos. Logo, fazer uma leitura correta (canônica) é o caminho mais nobre que algum leitor possa traçar.
